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Iémen arrisca epidemia de cólera

Reuters TV

Cerca de 195.000 casos suspeitos foram já confirmados.

Vastas zonas do Iémen que estão em guerra podem vir a enfrentar uma epidemia de cólera, segundo a Organização Não Governamental (ONG) Oxfam que alerta para o forte aumento do número de casos detetados este ano.

"O povo do Iémen já sofreu a pior epidemia da história. Deixar esta doença espalhar-se novamente pelo país" seria "uma mácula na consciência de toda a humanidade", afirmou o diretor da Oxfam, Muhsin Siddiquey, num comunicado, apelando à comunidade internacional para que assegurem rapidamente o acesso das organizações humanitárias ao país.

Cerca de 195.000 casos suspeitos foram já confirmados desde janeiro de 2009, entre os quais 38.000 em regiões de difícil acesso para as ONG, devido aos conflitos armados e numerosos obstáculos levantados pelos combatentes em campos rivais".

Nas últimas duas semanas de março, foram identificados 2.500 casos suspeitos por dia, um aumento relativamente aos 1.000 casos reportados por dia em feveiro", continua a ONG.

Segundo a Oxfam, há dez vezes mais casos suspeitos confirmados e mortes por cólera do que no mesmo período de 2018.

Desde 2016, a cólera já matou mais de 3.000 iemenitas, ainda de acordo com a ONG.

O conflito no Iémen, que já provocou, pelo menos, 10.000 mortos desde 2015 e provocou a pior crise humanitária do mundo, opõe o poder apoiado pela Arábia Saudita aos rebeldes 'Houthis' que contam com o apoio do Irão.

Algumas ONG estimam que este balanço seja cinco vezes superior.

Lusa