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Menino de sete anos guia polícia até aos corpos da mãe e do irmão

Guardia Civil

Crime terá sido cometido pelo pai numa caverna em Tenerife.

Um alemão de 43 anos foi detido em Tenerife, Espanha, depois do filho de sete anos o ter denunciado às autoridades pelo homicídio da mãe e do irmão. Os primeiros resultados da investigação apontam para que as vítimas tenham sido espancadas até à morte.

Shylvia e os dois filhos tinham viajado da Alemanha até Tenerife na segunda-feira para visitar Thomas Handrick, cozinheiro na ilha. O casal estava separado, mas a família mantinha o contacto e viagens regulares.

No dia seguinte, o futuro desta família acabaria por mudar, depois de Thomas atrair a mulher e as duas crianças para uma caverna, onde os atacou. O cenário violento e o sangue assustaram Jonas, o menino de sete anos, que acabou por conseguir fugir.

Segundo o El País, terá sido encontrado cinco horas depois por um grupo de caminhantes, sujo e a chorar, num trilho junto a Taucho, uma montanha no sul da ilha. Depois de ser transportado até à esquadra local, um residente ajudou a traduzir o depoimento.

A criança contou que o pai tinha alugado um carro e organizado um piquenique, e que ao chegar à zona lhes pediu para encontrar uma lembrança da Páscoa que tinha escondido. As agressões começaram à entrada da caverna, revelou.

A história contada pela criança acabou por resultar na detenção de Thomas, que resistiu às autoridades e se recusou a revelar o local dos restos mortais da família. Para chegar aos corpos, as autoridades voltaram a contar com as direções do menino de sete anos, que guiou um grupo de 100 pessoas e dois helicópteros até à mãe e ao irmão.

A polícia espanhola aguarda agora pelo relatório forense, mas as suspeitas apontam para homicídio premeditado.

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