Mundo

Sobe para 8 o número de mortos em naufrágio em São Tomé

MIGUEL MADEIRA

Há 9 pessoas que continuam desaparecidas.

Subiu para 8 o número de vítimas mortais do naufrágio de um navio em São Tomé e Príncipe e 9 pessoas continuam desaparecidas. A existência de vítimas portuguesas ainda está por confirmar.

As equipas de busca vão contar a partir de hoje com um meio aéreo.

"As buscas reiniciaram-se logo muito cedo, nas primeiras horas de hoje, mas, no entanto, o navio da marinha portuguesa NRP Zaire permaneceu no local desde ontem", disse Teobaldo Cabral, assessor de comunicação do gabinete do presidente do governo regional do Príncipe.

Segundo a mesma fonte, as sete vítimas mortais do naufrágio foram hoje a enterrar no cemitério da cidade de Santo António, na Região Autónoma do Príncipe.

O governo da região decretou três dias de luto, suspendeu todas as atividades, culturais, desportivas e recreativas que estavam previstas no quadro da celebração do 24.º aniversário da autonomia regional, que se assinala a 29 deste mês.

Existência de vítimas portuguesas ainda por confirmar

O secretário de Estado das Comunidades afirmou hoje de manhã que ainda não foi possível confirmar a existência de cidadãos portugueses a bordo do navio que naufragou perto da ilha do Príncipe, apesar de estar a acompanhar a situação.

Em declarações à agência Lusa, José Luís Carneiro explicou que na lista de passageiros "há dois nomes que, aparentemente, levam a concluir que se tratará de cidadãos portugueses".

"Todavia, não é possível confirmá-lo porque não temos registo desses nomes nos nossos serviços consulares. Contudo, é sempre de admitir que pudessem estar em viagens de turismo. Mas ainda não foi possível determinar a nacionalidade desses dois passageiros que têm nomes portugueses", disse.

De acordo com o secretário de Estado das Comunidades, em circunstâncias como estas há três formas de atuar para se chegar a uma identificação: confirmação através do registo consular, através de informações das autoridades locais e pelos contactos de familiares.

"Ora, neste caso, estas três fontes de informação não se verificam, ou seja, por um lado não temos registo destes cidadãos na secção consular da embaixada e as autoridades ainda não conseguiram confirmar a identidade dos desaparecidos e, por outro lado, também não temos contactos familiares a solicitarem informações sobre estes dois nomes", destacou.

Por isso, José Luís Carneiro salientou a importância de todas as pessoas que vão viajar estarem inscritas nos postos consulares e na aplicação registo do viajante.

O secretário de Estado lembrou que ainda há pessoas desaparecidas e ainda estão a decorrer as operações de busca e salvamento, que têm contado com o apoio de militares portugueses e da marinha portuguesa em articulação com o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas e também do Ministro da Defesa de São Tomé.

"Continuamos a cooperar com as autoridades são-tomenses, quer pelo gabinete de emergência consular da direção-geral das comunidades portuguesas, da embaixada portuguesa e por responsáveis da estrutura consular em articulação com os serviços são-tomenses", disse.

José Luís Carneiro lamentou a "perda de vidas em circunstâncias trágicas" e transmitiu a solidariedade de Portugal com as autoridades de São Tomé.
naufragou já perto da ilha do Príncipe, na madrugada de quinta-feira.

Governo de São tomé abre inquérito

  • A saga do prédio Coutinho
    6:43
  • Descobrir as rotas do Alentejo
    14:59
  • Cepas da Serra
    10:16