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Polícia faz buscas na sede do partido do Presidente do Brasil por suspeita de corrupção

Autoridades suspeitam de irregularidades na aplicação de recursos referentes a campanhas eleitorais de mulheres do PSL.

Uma das sedes do Partido Social Liberal (PSL), do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi alvo de buscas esta segunda-feira pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de candidaturas fantasmas nas eleições de 2018.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades brasileiras, foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão na sede do PSL e numa gráfica em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, e também em gráficas localizadas nas cidades de Coronel Fabriciano, Ipatinga e Lagoa Santa.

Designada operação "Sufrágio Ostentação", a investigação procura esclarecer suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos referentes a campanhas eleitorais de mulheres do PSL.

A Polícia Federal brasileira divulgou que realizou a apreensão de documentos relativos à produção de material gráfico num breve comunicado sobre a operação.

As investigações começaram em fevereiro, depois de algumas candidatas mulheres do PSL no estado de Minas Gerais terem afirmado à imprensa e às autoridades que teriam sido usadas para desviar dinheiro público do fundo eleitoral.

Uma delas diz ter sido chamada para o esquema de candidaturas fantasmas diretamente pelo atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Na altura, o jornal brasileiro Folha de S.Paulo divulgou reportagens que apontaram que o ministro do Turismo seria o líder do esquema de desvio de dinheiro de candidaturas fantasmas.

Álvaro Antônio negou as acusações e permaneceu no cargo, apoiado pelo Presidente Bolsonaro, que declarou a sua intenção de aguardar o resultado das investigações para decidir se manterá ou não o ministro no cargo.

Não é o primeiro membro do Governo Bolsonaro envolvido em suspeitas de fraudes nas ultimas eleições realizadas no país.

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o PSL nacionalmente em 2018 trabalhando como um dos principais apoiantes de Bolsonaro na campanha presidencial, também foi acusado de liderar um esquema de desvio de dinheiro de candidaturas-fantasma no estado de Pernambuco.Bebianno foi, no entanto, demitido por Bolsonaro.

Lusa

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