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Presidente do Sri Lanka nomeia novo chefe da polícia

Dinuka Liyanawatte

Nomeação acontece após os ataques terroristas da Páscoa, que causaram 253 mortos e mais de 500 feridos.

O Presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, nomeou hoje um novo chefe da polícia na sequência dos ataques terroristas da Páscoa, que causaram 253 mortos e mais de 500 feridos, embora o antecessor se recuse a abandonar o cargo.

O chefe de Estado pediu na semana passada a renúncia do chefe de polícia Pujith Jayasundara devido à incapacidade das forças de segurança do Sri Lanka de evitar os atentados suicidas de 21 de abril, que foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI).


No entanto, o chefe de polícia nunca enviou a sua carta de demissão e permanece na residência oficial. O seu número dois, Chandana Wickramaratne, foi nomeado para substituí-lo.


"Jayasundara desafiou o Presidente e ficou no seu posto, mas hoje o Presidente fez uma nova nomeação. Isso significa que Jayasundara está suspenso até que seja formalmente demitido através de uma moção no parlamento", disse uma fonte conhecedora do processo à Agência France-Presse.


O Presidente Sirisena acusa do chefe de polícia de não ter tomado as medidas de segurança necessárias uma vez que o Sri Lanka tinha informações muito específicas sobre o risco de ataques suicidas.


Um alto funcionário do Ministério da Defesa também foi forçado a renunciar na semana passada na sequência do fracasso em garantir a segurança dos seus cidadãos.


As forças de segurança do Sri Lanka mataram ou detiveram a maioria dos islamitas radicais ligados aos atentados suicidas da Páscoa.


Os atentados, que causaram 253 mortos, foram realizados por um "pequeno grupo, mas bem organizado", declarou num comunicado.


"A maioria dos seus membros foi detida. Alguns estão mortos, adiantou, referindo: "Agora estamos prontos para voltar à normalidade".


O primeiro-ministro anunciou também um endurecimento da lei relativa aos extremistas islâmicos e a expulsão de professores de religião estrangeiros em situação irregular.


Três igrejas e três hotéis foram alvo dos atentados, nos quais morreram pelo menos 40 estrangeiros, incluindo um cidadão português, e que provocaram mais de 500 feridos.


Uma centena de pessoas foram detidas após os ataques, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico. Segundo as autoridades, o Sri Lanka conta com cerca de 140 apoiantes deste movimento 'jihadista'.


O primeiro-ministro confirmou que potenciais suicidas morreram quando foram confrontados pelas forças de segurança.


No total morreram 15 pessoas naquele confronto num refúgio dos terroristas, durante o qual três suicidas se fizeram explodir.

Lusa

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