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FBI detetou mensagem antissemita minutos antes do ataque a sinagoga

John Gastaldo

Mensagem na internet não indicava, todavia, em concreto o ataque contra a sinagoga de Poway.

O FBI detetou uma mensagem difundida através das redes sociais contra judeus minutos antes do ataque armado contra a sinagoga de Poway, no sul da Califórnia, no sábado, informou a agência federal.

Segundo a agência, as autoridades federais norte-americanas receberam informações sobre ameaças contra judeus, através de uma mensagem na internet, mas que não indicavam em concreto o ataque contra a sinagoga de Poway.


O FBI, após ter detetado a mensagem antissemita, tratou de investigar a origem do texto no sentido de identificar o autor, mas o ataque armado acabou por ocorrer poucos minutos depois.
John T. Earnest, 19 anos, foi acusado de homicídio devido ao ataque de sábado na sinagoga, que provocou um morto e três feridos, assim como de ter provocado um incêndio junto ao mesmo templo no mês de março.


Earnest deve ser presente a tribunal hoje na Califórnia. Entretanto, os pais do suspeito difundiram um comunicado em que afirmam que John T. Earnest "foi criado numa família que rejeita o ódio" mostrando-se chocados com o sucedido.


Nas primeiras reações públicas, a família referiu que não vai indicar qualquer advogado, passando John T. Earnest a ser defendido a partir de hoje por um advogado oficioso.


O pai, um professor no liceu de Carmel, San Diego, disse também que a família vai cooperar com as autoridades na tentativa de esclarecer eventuais ligações de John T. Earnest a grupos radicais antissemitas e racistas.


Na altura do ataque com arma de fogo encontrava-se na sinagoga mais de uma centena de pessoas.


Após os disparos, Earnest pôs-se em fuga, mas acabou por se entregar às autoridades depois de ter telefonado para o número público de emergência 911.


De acordo com estudantes da universidade de San Marcos, Califórnia, John T. Earnest é um aluno exemplar e destacou-se como desportista e músico nos últimos anos no liceu que frequentou em San Diego.


Os antigos colegas de liceu referem que, como pianista, juntava plateias para o ouvirem a interpretar obras de Chopin e Beethoven, assim como a adaptação da banda sonora do filme "O Pirata das Caraíbas".


As mesmas fontes consultadas pela Associated Press indicam que é possível que o jovem "se tenha radicalizado" nos últimos dois anos.

Lusa