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Procurador-geral adjunto dos EUA apresentou demissão

Mike Blake

Rod Rosenstein, apresentou a demissão na segunda-feira mas só será efetiva no dia 11 de maio.

O procurador-geral adjunto dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, apresentou na segunda-feira a sua demissão, que será efetiva no dia 11 de maio, numa carta enviada ao Presidente norte-americano, Donald Trump.

Na carta, Rosenstein agradeceu a Trump o facto de lhe ter dado a "oportunidade de servir".

"Agradeço pela cortesia e pelo humor que manifestou nas nossas conversas pessoais e pelos objetivos que estabeleceu no seu discurso de tomada de posse: patriotismo, união, segurança, educação e prosperidade", refere na missiva.

A saída de Rosenstein era já esperada, uma vez que o procurador-geral adjunto já tinha referido que ia deixar o Departamento de Justiça assim que a investigação sobre alegada ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, liderada pelo procurador especial Robert Mueller, estivesse concluída, algo que aconteceu há mais de um mês.

Trump nomeou em março um novo procurador-geral adjunto, Jeffrey Rosen, que ainda vai ser confirmado pelo Senado antes de assumir cargo.

Na sua carta de renúncia, Rosenstein lembrou que "o mandato médio de um procurador-geral adjunto é de 16 meses e poucos permanecem no cargo por mais de dois anos", como aconteceu com ele.

O alto funcionário defendeu ainda a independência que o Departamento de Justiça tem historicamente em relação a interesses políticos.

"Nós aplicamos a lei sem medos ou favores porque as provas credíveis não são partidárias e a verdade não é determinada pelas opiniões. Ignoramos as distrações efémeras e concentramos a nossa atenção no que importa", disse.

Lusa

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