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Dois palestinianos morreram em ataque israelita na Faixa de Gaza

Suhaib Salem

Cerca de 200 foguetes foram disparados no sábado do território palestiniano para Israel, motivando ataques de represália.

Dois combatentes da Jihad Islâmica morreram hoje num ataque israelita sobre a Faixa de Gaza, anunciou o grupo armado palestiniano que reivindicou o lançamento de foguetes dos últimos dias contra o estado hebreu.

Mahmud Issa e Fawzy Bawdy morreram "num bombardeamento no centro da Faixa de Gaza", segundo a Jihad Islâmica.

Seis palestinianos e um israelita morreram desde sábado numa nova escalada de violência entre Israel e os movimentos armados palestinianos em Gaza.

Cerca de 200 foguetes foram disparados no sábado do território palestiniano para Israel, motivando ataques de represália que provocaram pelo menos três mortos palestinianos, incluindo um bebé de 14 meses.

Entretanto, o exército israelita desmentiu hoje ter morto o bebé palestiniano e a mãe deste, sublinhando que os dois foram vítimas de armas utilizadas pelo Hamas. Centenas de mísseis foram intercetados pelo sistema de defesa antimíssil israelita 'Cúpula de Ferro', outros caíram em espaços abertos e foram retirados por efetivos da polícia, que aumentou as medidas de segurança na zona sul e a presença de patrulhas nas cidades, informou um comunicado da polícia israelita.

Em resposta aos lançamentos, "tanques do exército israelita atacaram várias posições militares pertencentes à organização terrorista Hamas", depois da força aérea israelita ter atacado duas rampas de lançamento de foguetes no enclave palestiniano, anunciou o exército israelita.

Esta escalada de violência segue-se às manifestações de sexta-feira, as mais violentas das últimas semanas, desde se iniciaram em março do ano passado, para reivindicar o regresso dos refugiados e o fim do bloqueio.

Na sexta-feira morreram dois palestinianos, abatidos pelos disparos de tropas israelitas estacionadas na zona divisória. Israel, que como a União Europeia ou os Estados Unidos, considera o Hamas uma organização terrorista, mantém o enclave sob bloqueio desde que os islamitas assumiram o poder em 2007 e responsabiliza-os pela violência procedente da Faixa de Gaza.

Lusa

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