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Comissão Eleitoral Independente na África do Sul investiga alegada fraude eleitoral

Em causa, informações de que alguns eleitores votaram por mais do que uma vez nas eleições gerais de quarta-feira, anunciou fonte oficial.

A Comissão Eleitoral Independente (IEC, sigla em inglês) está a investigar alegações de possível fraude eleitoral após informações de que alguns eleitores votaram por mais do que uma vez nas eleições gerais de quarta-feira, anunciou fonte oficial.

Masotho Moepya, director do IEC, adiantou em declarações aos jornalistas, no centro de contagem nacional, em Pretória, que as alegações se relacionam com casos de "voto múltiplo", em que alguns eleitores dizem ter votado mais do que uma vez.


O maior partido da oposição, a Aliança Democrática (DA), questionou a credibilidade da Comissão Eleitoral Independente, acrescentando que vai requerer uma "auditoria completa" aos resultados eleitorais.


"As alegações são graves. Além do facto de termos provas de que milhares de eleitores votaram mais de uma vez, houve falta de boletins de voto, mesas de voto que não abriram, mesas de voto que encerraram antes da hora, e má organização do processo na generalidade por parte do IEC", adiantou James Selfie, do Conselho Federal do DA em declarações ao canal de televisão ENCA.
A Aliança Democrática disse ainda ter apresentado 16 objeções e mais de 2.000 queixas junto da Comissão Eleitoral Independente, o que pode fazer atrasar a contagem dos resultados eleitorais, segundo observadores.


Com 3.208.518 votos contados, 42.659 nulos e 3.165.859 validados até às 9:00 de hoje (8:00 de Lisboa) - cerca de 30% dos círculos eleitorais, o Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês), o partido no poder, lidera a contagem para a Assembleia Nacional com 55,04%, seguido do DA (26%) e do EFF (Economic Freedom Fighters), esquerda radical, com 8,23%.


Cerca de 28 milhões de eleitores decidem pela sexta vez desde o fim do 'apartheid' em 1994, o futuro político da África do Sul, naquelas que são as eleições gerais mais contestadas no país após uma década de fraco crescimento económico, aumento da corrupção no Estado e tensões raciais.

Lusa

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