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Veterano da II Guerra com 100 anos faz apelo ao Mundo

Maxim Shemetov

Nikolau Bagayev participa nas celebrações do Dia da Vitória na Rússia.

O centenário Nikolau Bagayev, veterano da Segunda Guerra Mundial, viveu vários dos capítulos tumultuosos da história da União Soviética. Foi ferido duas vezes, uma delas com gravidade, no conflito militar que os russos apelidam de Grande Guerra Patriótica.

Aos 100 anos, a história da sua vida resume-se ao homem antes e depois da guerra. Passou grande parte da II Guerra em florestas perto de Moscovo, lutou na Batalha de Moscovo e participou no ataque do Exército Vermelho a Koenigsberg, que na altura fazia parte da Alemanha nazi e que atualmente é conhecida como Kaliningrado.

Maxim Shemetov

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Depois da guerra, trabalhou nas estepes da República Socialista Soviética Cazaque, onde vivia numa tenda, e ajudou a construir o Cosmódromo de Baikonur, local de onde foi lançado o primeiro homem a viajar no espaço, Iuri Gagarin.

Atualmente vive em Korolyov, nos arredores de Moscovo, e recebe uma pensão de 40,000 rublos russos (cerca de 545 euros). Apesar da idade, mantém-se ativo e é visto muitas vezes a passear pela cidade num uniforme coberto de medalhas. Ocasionalmente, aceita posar para uma selfie.

Maxim Shemetov

Três décadas após o fim da União Soviética, Nikolau continua comprometido com o comunismo e em fazer contribuições para o Partido Comunista.

Pelo aniversário do fim da II Guerra, vai juntar-se a milhares de outros russos numa celebração pela paz. “Uma paz faminta é melhor do que uma guerra bem alimentada”, conta à neta, Olesya Astakhova, repórter da Reuters em Moscovo.

Maxim Shemetov

A celebração da paz

A Rússia assinala esta quinta-feira, 9 de maio, o 74.º Dia da Vitória, considerado dia nacional no país, que celebra a vitória sobre a Alemanha nazi em 1945.

Mais de 20 milhões de russos morreram na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), entre os quais oito milhões de soldados.

Nos 74 anos da vitória, milhares de soldados desfilam no centro da capital russa, exibindo mísseis intercontinentais, baterias antimíssil e outros equipamentos militares.

Dezenas de milhares acompanham nas principais ruas do centro a parada militar, que acontece também em Volgogrado, antiga cidade de Estalinegrado e Sebastopol, na Crimeia, além das cerimónias militares que decorrem nas bases militares russas na Síria.

A data assinala-se também em Donetsk, capital da autoproclamada República Popular de Donetsk.

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