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Contagem de votos independente mantém ANC no poder na África do Sul

Philimon Bulawayo

A Comissão Eleitoral Independente aponta para uma diminuição dos votantes neste partido.

A contagem de votos realizada pela Comissão Eleitoral Independente (IEC) da África do Sul aponta para uma nova vitória do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla inglesa), mas estima nova perda de terreno, pela terceira eleição consecutiva.

Com 86,58% das mesas de voto contabilizadas, o IEC aponta para uma nova vitória do ANC nas legislativas, com 57,19% dos votos, à frente dos partidos da oposição Aliança Democrática (DA), 21,34%, Combatentes da Liberdade Económica (EFF), com 10,22%, e do Partido da Liberdade Inkatha (IFP), com 3,45% dos votos.

Os resultados não são ainda finais, faltando obter os resultados de 3.076 das 22.925 mesas de voto, mas não são esperadas grandes alterações.

Os resultados destas legislativas podem representar uma nova debilitação do ANC, que tem visto o número de votos conquistados a descer desde as eleições legislativas de 2004.

Em 2004, o ANC conquistou 69,69% dos votos, resultado que não viria a ser igualado ou ultrapassado nas três eleições seguintes.

Em 2009, o ANC foi a escolha de 65,90% do eleitorado e, cinco anos depois, em 2014, este número voltou a descer, para 62,15%.

Com os resultados provisórios do IEC, estima-se nova perda de votos para o partido do Presidente, Cyril Ramaphosa.

Cerca de 28 milhões de eleitores foram chamados a votar, pela sexta vez desde o fim do 'apartheid' em 1994, o futuro político da África do Sul, após uma década de fraco crescimento económico, aumento da corrupção no Estado e tensões raciais.

As eleições para uma nova Assembleia Nacional e nove legislaturas provinciais são as mais contestadas na África do Sul, desde a queda do 'apartheid' em 1994, e tidas como barómetro da liderança do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), do Presidente, Cyril Ramaphosa, que substituiu em fevereiro de 2018 Jacob Zuma, afastado do cargo presidencial pela liderança do partido por vários escândalos de corrupção.

Lusa

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