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Migrantes resgatados pela Marinha italiana aceites na Sicília

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O primeiro-ministro italiano agradeceu aos países europeus que vão receber parte dos migrantes.

Trinta e seis migrantes resgatados na quinta-feira no mar Mediterrâneo por um barco da Marinha italiana vão poder desembarcar na Sicília, após um acordo de distribuição, contudo a incerteza permanece para outros 29, resgatados por ativistas.

Em comunicado, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, indicou que os migrantes resgatados pelo patrulheiro Cigala Fulgosi foram transferidos para a ilha Stromboli, que os levará, durante o dia, ao porto militar de Augusta, no leste da Sicília.

"Agradeço à França, Malta, Luxemburgo e Alemanha pela disponibilidade com a qual, em poucas horas, disseram estar prontos para receber" alguns desses migrantes, salientou Conte durante a cimeira europeia na cidade romena de Sibiu.

Os migrantes encontravam-se na quinta-feira de manhã num barco a 75 milhas náuticas (139 quilómetros) da Líbia quando foram vistos pelo Cigala Fulgosi, que patrulhava uma operação italiana para proteger a pesca e plataformas de petróleo na área.

A organização não-governamental Mediterranea, um grupo de organizações de esquerda e de extrema esquerda anunciaram que o seu navio humanitário Mare Jonio tinha resgatado 29 pessoas em perigo, incluindo três mulheres e uma criança de um ano de idade a cerca de 75 quilómetros da Líbia.

O grupo indicou hoje nas redes sociais que o Mare Jonio tinha entrado nas águas territoriais italianas ao redor da ilha de Lampedusa, onde foi acompanhado por duas lanchas da polícia italiana para controlo.

O ministro do Interior e líder da Liga, Matteo Salvini, reiterou a sua posição em manter os "portos fechados" para os migrantes resgatados por navios humanitários.

Lusa.

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