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Papa doa 100 mil euros a Caritas grega para apoiar refugiados e migrantes

Marko Djurica

Membros do Vaticano visitaram a ilha de Lesbos, na Grécia, e depararam-se com um cenário de deteorização das condiuções.

O Papa Francisco doou 100 mil euros à secção grega da organização católica Caritas para financiar a sua atividade de apoio a refugiados e migrantes.

Uma delegação do Vaticano liderada pelo cardeal Conrad Krajewski visitou a ilha de Lesbos para analisar a situação dos campos de refugiados.

"Vemos aqui muitas crianças e muitas mulheres grávidas que estão à espera há meses que a Europa abra as portas, porque aqui não têm futuro", disse o cardeal em declarações citadas pelos meios de comunicação social locais.

Diante da deterioração das condições de vida destes migrantes, explicou o cardeal, o Papa enviou uma ajuda para a Cáritas Hellas que trabalha nesta zona.

Os 100 mil euros, adiantou, serão para as primeiras necessidades, mas Francisco quer ser para esta gente sobretudo uma ponte para uma vida melhor, a 'terra prometida'.

Francisco visitou a ilha de Lesbos há três anos e desde então tem pensado diariamente sobre as pessoas nos campos, acrescentou o cardeal polaco.

Durante a sua visita a Lesbos em 2016, o papa ficou chocado com a situação no campo de Moria e organizou a transferência imediata de várias famílias de refugiados para Roma.

"O papa enviou-nos porque parece que a Europa se esqueceu que existem muitos campos de refugiados aqui", disse o cardeal depois de sua reunião com o Ministério da Migração para gerir os campos, Andreas Gugulís.

Segundo dados do Ministério da Migração, na Grécia existem atualmente cerca de 70.000 refugiados, espalhados por dezenas de acampamentos, hotéis e casas alugadas.

Desse total, mais de 14.000 estão em campos nas ilhas do Mar Egeu, cuja capacidade

Lusa.

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