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Cimeira entre Espanha e França por causa de Claverina, a ursa “mata-ovelhas” 

Os ataques na região de Navarra de um espécime reintroduzido por França forçaram a reunião para esta sexta-feira.

A introdução de vários ursos eslovenos numa zona rural dos Pirenéus tem vindo a provocar protestos. Até agora, já se contabilizaram mais de mil ataques de ursos.

Claverina a ursa "mata-ovelhas"

A ursa Claverina foi libertada região de Bearne, em França, em outubro de 2018, mas parece gostar mais do território espanhol.

É uma dor de cabeça para os produtores de gado, da região de Roncal e Salazar em Navarra e ganhou a alcunha "mata-ovelhas" por ser implacável. Em sete ataques matou oito animais.

O Governo Regional de Navarra está de cabelos em pé e foi protestar junto do Ministério da Transição Ecológica, do país vizinho.

A situação está de tal forma tensa que os dois Governos decidiram marcar uma cimeira para esta sexta-feira 17 de maio.

Queixas dos dois lados da fronteira

Claverina foi libertada a 4 de outubro de 2018 juntamente com Sorita nos Pirenéus Atlânticos, onde já viviam dois machos. O resto da população, 45 exemplares, está distribuída pelos Pireneus Centrais.

Quando pisaram território francês, Claverina e Sorita vinham “equipadas” com um colar localizador via satélite.

O problema é que a informação não chega em tempo real, mas sim algumas horas depois, reclamam os produtores espanhóis.

A Direção Geral de Meio Ambiente e Ordenamento do Território de Espanha é notificada e, depois disso, faz chegar aos agricultores e autoridades dos vales dos Pirinéus a informação de que o urso está em Navarra.

Como se não bastasse, Espanha acusa a França de não ter sido informado da chegada dos animais, pelo que não teve tempo para tomar medidas antes da "reintrodução não voluntária da espécie".

Do lado espanhol foi posto em marcha um plano: instalados emissores nas ovelhas de 15 quintas, para detetar “movimentos estranhos” e construídas cercas eletrificadas. Os agricultores podem ainda contar com a ajuda de cães da raça Mastim, “especialistas a guardar rebanhos ou propriedades" e um reforço de pastores.

Do lado francês também há queixas. Desde outubro foram registados mais de 1.000 ataques.

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