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O jato hipersónico que nasce de uma startup para ligar Nova Iorque a Londres em 90 minutos

Startup norte-americana garante que já tem financiamento para revolucionar transporte aéreo e voar 5 vezes mais rápido que a velocidade do som.

A ligação aérea Nova Iorque-Londres demora atualmente cerca de 7 horas. Com este avião a jato hipersónico a empresa Hermeus Corporation, com sede em Atlanta, nos EUA, promete revolucionar as ligações transatlânticas e o transporte aéreo comercial.

"Iniciamos a jornada para revolucionar a infra-estrutura de transporte global, elevando-a do equivalente à era da banda larga, aumentando radicalmente a velocidade das viagens de longa distância", anunciou a Hermeus em comunicado publicado no site da empresa.

Entre os fundadores da Hermeus estão antigos funcionários da SpaceX, a startup de Elon Musk, e a Blue Origin, o empreendimento espacial secreto de Jeff Bezos.

Os quatro fundadores trabalharam juntos na Generation Orbit, no desenvolvimento de um avião hipersônico e o mais novo X-Plane da Força Aérea dos EUA.

Se já sonha em ir almoçar a outro continente, fique a saber que os bilhetes neste jato de Londres a Nova Iorque podem custar 3.000 dólares, mais de 2.600 euros só ida. Se quiser regressar, prepare-se para desembolsar o dobro.

A empresa aeroespacial Hermeus garante que até já tem financiamento para o projeto através da Khosla Ventures- uma das mais relevantes empresas de capital de risco de Silicon Valley, criada por Vinod Khosla, com participação de investidores pivados.

Mas a corrida aos aviões hipersónicos não começa aqui. Hipersónico significa precisamente de velocidades cinco vezes superior à do som.

A maior fabricante de aviões do mundo, a Boeing, já tinha anunciado um aparelho com capacidade para chegar a qualquer parte do mundo em apenas 3 horas. Lisboa a Nova Iorque passariam a fazer-se em duas horas.

Boeing

A confirmarem-se as promessas da Hermeus, os novos aviões a jato hipersónicos serão duas vezes mais rápidos que os Concorde - o primeiro avião supersónico a fazer ligações transatlânticas comerciais que fez o último voo no final em outubro de 2003, precisamente entre Nova York e Londres em menos de quatro horas.

Franck Prevel