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Número de mortos devido ao Ébola sobe para 1.277 na RDCongo

Baz Ratner

Os ataques contra as unidades de saúdes são uma das causas do aumento do número de pessoas infetadas.

A epidemia do vírus Ébola já causou 1.277 mortos, até ao dia 25 de maio, na República Democrática do Congo (RDCongo), divulgou o Ministério da Saúde do país.

Em apenas três dias houve mais 29 mortos confirmados, face ao último balanço, feito no dia 22, em que o número de mortos era 1.248.

Desde o início da epidemia, declarada em agosto de 2018 na RDCongo, o número de infetados é de 1.912, o número de casos confirmados laboratorialmente aumentou de 1.789 para 1.818, dos quais 94 são suspeitos, enquanto 496 pessoas já foram curadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, há 277 casos suspeitos sob investigação e nove novos casos confirmados em várias localidades da província de Kivu Norte: seis em Mabalako, um em Butembo, um em Beni e um em Katunguta.

Nos centros de tratamento houve quatro mortos - dois em Katwa, um em Beni e um Butembo - e mais dois no centro de tratamento de Beni.

Houve ainda quatro pessoas curadas nos centros de tratamento - duas em Katwa, uma em Beni e uma em Butembo.

Segundo a mesma fonte, até ao dia 25 foram vacinadas 124.825 pessoas.

De acordo com o comunicado do Ministério da Saúde do país, entre 01 de agosto de 2018 e 20 de maio de 2019, houve 132 ataques contra instalações de saúde que resultaram em quatro mortos e 38 feridos entre trabalhadores e pacientes.

Segundo o ministério, estes ataques podem ter aumentado o número de pessoas infetadas pelo vírus do Ébola.

Numa reunião, realizada no dia 22, enfermeiras exigiram às autoridades para colocarem fim às situações de violência contra os agentes de saúde, tendo chegado a ameaçar com uma paralisação.

A Organização Mundial da Saúde alertou no dia 10 que poderá tornar-se impossível conter o surto de Ébola nas duas províncias do leste da RDCongo se continuarem a acontecer ataques violentos às equipas de saúde.

A República Democrática do Congo já foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira manifestação do vírus no país africano, em 1976.

Lusa.

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