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1.6 toneladas de bombas e armas químicas da II Grande Guerra ainda ameaçam Alemanha

FRANK HORMANN

74 anos depois do fim da II Guerra Mundial, ainda haverá mais de tonelada e meia de material bélico no fundo dos mares ao larga da Alemanha. Ao material largado de propósito pelos aliados, juntam-se os barcos de guerra naufragados.

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1745, a guerra acabou. Os aliados - Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética - têm de decidir o que fazer às granadas, bombas e torpedos que não chegaram a ser disparados contra a Alemanha. Decidem afundar o arsenal na costa do inimigo.

Segundo uma investigação da BBC ainda hoje haverá 1.6 toneladas de material de guerra afundado ao largo da Alemanha.

Durante 74 anos o problema foi-se arrastando, sem pensar no longo prazo. A fatura já está a ser paga.

"A urgência em desfazerem-se destas munições era tão grande no pós-guerra que provavelmente os responsáveis que tomaram a decisão de afundar o arsenal militar não pensaram a longo prazo. Afundar o que restou no mar parecia ser a melhor opção à época. Hoje, está claro que não só há o perigo de explosão como é perigoso para as pessoas, com o lento esvaziamento dos explosivos TNT que se acumulam na fauna e na flora marinha", afirmou Sunhild Kleingärtner, diretora do Museu Alemão da Navegação.

A juntar ao armamento afundado de propósito ao largo da Alemanha, há ainda os navios que naufragaram durante as batalhas.

Muitos desses resquícios só agora estão a ser procurados, 74 anos depois do fim da II Grande Guerra.

Grande parte do material de guerra depositado no mar é convencional, ou seja, munições explosivas e incendiárias, compostas por TNT ou fósforo branco mas também há armas químicas, como gás mostarda, tabun ou fosgênio, ainda que em quantidades mais pequenas.

Neste momento há diversos estudos na Alemanha nos mares Báltico e do Norte para analisar os impactos deste arsenal de guerra, abandonado no fundos dos mares.