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Polícia egípcia mata 14 alegados terroristas

Mohamed Abd El Ghany

A polícia "seguiu a trilha dos terroristas" que alegadamente realizaram o ataque de quarta-feira. De acordo com o comunicado divulgado hoje pelo ministro do Interior do Egito, os supostos terroristas abriram fogo contra as forças de segurança, que responderam ao ataque.

A polícia egípcia matou 14 supostos terroristas na cidade de Arish depois do ataque de quarta-feira a dois postos de controlo nessa mesma região que resultou na morte de pelo menos oito agentes, disse hoje fonte governamental.

Num comunicado divulgado na madrugada de hoje, o Ministério do Interior do Egito disse que a polícia "seguiu a trilha dos terroristas" que realizaram o ataque e conseguiu cercá-los numa casa abandonada no bairro de Al-Masaid, na cidade de Arish, capital da conturbada província do Norte do Sinai, no nordeste do país.

"Os terroristas abriram fogo contra as forças de segurança, que responderam ao ataque e mataram 14 deles, confiscando ainda três bombas, dois cintos explosivos e catorze armas automáticas, referiu a nota.

O gabinete do Procurador de Segurança Nacional está a investigar os factos.

Os 'jihadistas' do Estado Islâmico (EI) atacaram as forças de segurança egípcias na quarta-feira, nomeadamente o posto de controlo em Al-Arish, no dia em que os muçulmanos celebravam o fim do Ramadão.

O Ministério do Interior confirmou num comunicado a morte de oito polícias e assegurou que cinco terroristas também perderam as vidas no ataque.

Duas fontes das forças de segurança disseram à agência de notícias espanhola Efe que 14 membros da polícia, um número não confirmado oficialmente e quatro terroristas foram mortos nos ataques.

O EI reivindicou a responsabilidade pelos ataques num comunicado divulgado pela agência de notícias Amaq, ligado ao grupo 'jihadista', e através da rede social Telegram.

Segundo a nota, cuja autenticidade não pôde ser confirmada, o EI diz ter realizado um ataque contra o posto de controlo em Al-Sabil e um segundo assalto numa área adjacente, usado para "desviar a atenção" do exército e assim dar tempo aos terroristas para fugir.

O Norte do Sinai é a base das operações do Wilayat Sina, grupo terrorista ligado ao EI, que assumiu a responsabilidade por dezenas de ataques nos últimos anos.

O exército e a polícia do Egito lançaram uma ofensiva contra o terrorismo centrada no Sinai do Norte, que causou centenas de mortes no ano passado, de acordo com as autoridades.

Lusa