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Ataque dos rebeldes iemenitas contra aeroporto saudita faz 26 feridos

O conflito, desencadeado em meados de 2014, já matou dezenas de milhares de pessoas.

Pelo menos 26 civis de várias nacionalidades ficaram hoje feridos na explosão de um projétil disparado pelos rebeldes iemenitas contra o aeroporto de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita, anunciou a coligação que intervém militarmente no Iémen.

Os rebeldes Huthis tinham anunciado antes ter atacado aquele aeroporto com um míssil de cruzeiro, mas o porta-voz da coligação internacional liderada por Riade, o coronel saudita Turki al-Maliki, disse que as autoridades não determinaram ainda a natureza do projétil utilizado.

Segundo a mesma fonte, três mulheres - uma saudita, uma indiana e uma iemenita - assim como duas crianças sauditas estão entre os feridos.

Oito dos feridos foram hospitalizados, enquanto os restantes receberam tratamento no local.

A explosão danificou ligeiramente a sala de chegadas do aeroporto, pelo qual "transitam milhares de viajantes todos os dias", disse Maliki, que sublinhou o "caráter terrorista do ataque", dirigido contra civis.

O porta-voz considerou que o ataque "equivale a um crime de guerra" e prova que os rebeldes iemenitas "continuam a recebr armas novas e sofisticadas", acusando o Irão de "continuar a levar, além das suas fronteiras, o seu apoio a ações terroristas".

O militar prometeu uma resposta "rápida e firme" ao ataque, para "dissuadir as milícias terroristas e proteger os civis".

Os rebeldes Huthis têm intensificado nas últimas semanas os ataques contra a Arábia Saudita, que lidera a coligação que intervém militarmente no Iémen desde 2015.

A guerra no Iémen opõe as forças fiéis ao governo de Abd Rabbo Mansur Hadi, reconhecido internacionalmente, apoiadas pela coligação internacional liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, aos rebeldes xiitas Huthis, apoiados pelo Irão e que controlam um vasto território, incluindo a capital, Sanaa.

O conflito, desencadeado em meados de 2014, já matou dezenas de milhares de pessoas, incluindo numerosos civis, segundo diversas organizações humanitárias.

Causou ainda 3,3 milhões de deslocados e a maior crise humanitária mundial, de acordo com a ONU.

Lusa