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Centrais sindicais brasileiras realizam hoje greve geral

Greve tem como objetivo impedir que propostas no sistema de pagamento de pensões sejam aprovadas no Congresso.

Em protesto contra as mudanças debatidas no Congresso brasileiro no sistema de pagamento de pensões por reforma, as maiores centrais sindicais do Brasil realizam hoje uma greve geral.

O objetivo é impedir que propostas no sistema de pagamento de pensões como, por exemplo, o aumento no tempo de contribuição e a implantação de uma idade mínima para os trabalhadores obterem pensões por reforma sejam aprovadas no Congresso.

O Governo brasileiro enviou um projeto à Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar) para alterar o sistema de pensões alegando que o país precisa fazer mudanças para controlar o défice crescente que prejudica as contas públicas e estaria levando o país em direção a um colapso fiscal.

Já os trabalhadores organizados reclamam que as propostas não foram debatidas com a sociedade e irão afetar a parcela mais pobre da população, tirando o direito de milhares de pessoas de terem pensões por reforma na velhice.

A greve geral tem apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e CSP-Conlutas.

Também aderiram aos atos grupos organizados de trabalhadores dos setores dos transportes, bancos, educação, indústria do petróleo, portuários, trabalhadores rurais, agricultores familiares e às Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

A paralisação contará ainda com o apoio dos principais partidos de esquerda brasileiros como o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialista e Liberdade (Psol), Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

O movimento grevista poderá afetar principalmente os serviços de transporte de metropolitanos, trem, autocarro, ensino e serviços bancários nas maiores cidades do país, segundo os organizadores.

As centrais sindicais projetam que a greve geral poderá ter alcance igual ao de um protesto nacional ocorrido em 2017, que ficou conhecido como um dos maiores da história do Brasil.

Lusa