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Filho de ativistas argentinos desaparecidos reencontra família 40 anos depois

Agustin Marcarian

Tinha apenas quatro meses quando os pais desapareceram em Buenos Aires.

O pai e a mãe grávida de Javier Darroux Mijalchuk foram raptados, em 1977, pelos serviços secretos argentinos, quando ele tinha apenas 4 meses.

Segundo a BBC, na altura, foi adotado por uma outra família que não tinha conhecimento sobre a sua história.

A vida como a conhecia sofreu uma reviravolta quando, há alguns anos, decidiu investigar as suas origens. Para isso, recorreu à organização de Direitos Humanos “Avós da Praça de Maio”.

A organização tem como objetivo encontrar crianças de dissentes mortos ou que desapareceram sem deixar rasto durante a ditadura militar na Argentina, que decorreu entre 1976 e 1983, para que estas se reúnam com a família biológica.

A líder da “Avós da Praça de Maio”, Estela de Carlotto, reencontrou o neto em 2014.

Javier Darroux é a 130º criança identificada pela Organização, após testes de ADN.

"A restituição da minha identidade é, para mim, um tributo aos meus pais, uma carícia na alma, um símbolo de memória, verdade e justiça" afirma Javier, citado pela emissora britânica, depois de agradecer ao tio, que também o procurou durante todo este tempo.

Apesar de ter descoberto a família biológica, os pais do argentino, Juan Manuel Darroux e Elena Mijalchuk, continuam desaparecidos. A família está atualmente à procura de informações sobre o paradeiro do casal.

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