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Cinco rinocerontes-negros provenientes da Europa chegam ao Ruanda

Facebook Friends of Akagera National Park

Rinocerontes desapareceram em 2007 no Ruanda devido à caça furtiva indiscriminada.

Cinco rinocerontes-negros chegaram esta segunda-feira, oriundos da República Checa, ao Ruanda, país onde foram extintos há 12 anos e onde as autoridades locais tentam repovoar a espécie.

Em declarações a agência EFE, Belice Kariza, chefe de Turismo do Conselho de Desenvolvimento do Ruanda, entidade responsável por este projeto de repovoação, disse que "os cinco rinocerontes são uma grande conquista para a agenda da conservação no Ruanda".

"Estamos orgulhosos em saber que o mundo confia em nós na matéria de conservação", acrescenta.

Kariza disse que os animais chegaram de madrugada ao aeroporto de Kigali e foram encaminhados para o Parque Natural de Akagera (este do país).

Esta é a maior transferência da história de rinocerontes europeus para África, resultado da coordenação entre o Turismo do Conselho de Desenvolvimento do Ruanda e três zoológicos europeus - da República Checa e Dinamarca - com o objetivo de aumentar a presença desta espécie em risco de extinção.

Com a chegada dos cinco rinocerontes, o número destes mamíferos sobe para 25 no parque de Akagera, local onde existiam mais de 50 rinocerontes nos anos 1970, que desapareceram em 2007 devido a caça furtiva indiscriminada.

Citada pela EFE, a diretora geral do Turismo do Conselho de Desenvolvimento do Ruanda, Clare Akamanzi, disse que hoje em dia a caça furtiva "já não existe nos quatro parques naturais" do Ruanda, manifestando a esperança de que "estes rinocerontes vão prosperar no seu habitat natural".

Os cinco rinocerontes selecionados - apelidados de Jasiri, Jasmína, Manny, Olmoti e Mandela, foram colocados no mesmo espaço desde 2018 no parque Checo Dvur Kralove para se adaptarem a uma vida em comum.

Desde maio de 2017, o Ruanda luta por repovoar os seus parques com as espécies conhecidas como "Big 5"(os cinco grandes): leão, elefante, búfalo, rinoceronte e leopardo, com o objetivo de ter mais atrações turísticas nos seus parques utilizados para realizar safaris.

Em 2017, a África do Sul recolocou 18 exemplares de rinocerontes negros orientais no Parque Nacional de Akagera, área de savana protegida.

Estima-se que a nível mundial exista apenas 700 rinocerontes desta subespécie em liberdade, quase 600 deles localizados no Quénia e menos de uma centena na Tanzânia.

Lusa