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PM checo enfrenta moção de censura por suspeitas de fraude com fundos europeus

Francois Lenoir

Andrej Babis alega que a investigação europeia "contém erros".

O Governo de coligação da República Checa, liderado pelo populista Andrej Babis, enfrenta hoje uma moção de censura no parlamento, apresentada pela oposição com base nas suspeitas que envolvem o primeiro-ministro numa fraude com fundos europeus.

Babis, cuja demissão tem sido exigida em sucessivas manifestações de milhares de pessoas desde o fim de abril, deverá sobreviver à moção, com os votos da sua Aliança dos Cidadãos Descontentes (ANO) e do parceiro de coligação, o social-democrata CSSD, bem como o apoio informal dos comunistas do KSCM.

Juntos, os três partidos têm 108 dos 200 deputados do parlamento checo.

Cinco partidos da oposição apresentaram a moção de censura, depois de um relatório preliminar da Comissão Europeia ter concluído que cerca de dois milhões de euros de fundos europeus foram atribuídos a empresas do grupo agroalimentar Agrofert, fundado por Babis e atualmente controlado pela mulher e outros familiares.

Babis nega qualquer irregularidade ou conflito de interesses e alega que a investigação europeia "contém erros".

Lusa

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