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Polícia norueguesa acredita que mulher de milionário pode estar morta

Norsk Telegrambyra AS

Desde 31 de outubro que Anne-Elisabeth Falkevik Hagen, de 68 anos, está desaparecida.

A polícia norueguesa acredita que a mulher de um dos homens mais ricos da Noruega que desapareceu no final de outubro pode ter morrido e que o seu alegado rapto é um encobrimento, anunciou esta quarta-feira aquela autoridade.

"É mais provável que [Anne-Elisabeth Hagen] tenha sofrido um ato criminalmente grave, consideramos menos provável que se trate de um sequestro por razões económicas. A principal hipótese mudou agora para homicídio", indicou o inspetor Tommy Broske numa conferência de imprensa.

O inspetor não quis explicar qual poderia ter sido o motivo do crime, contudo aludiu a vários fatores para explicar a mudança nas especulações da polícia norueguesa, que manteve o seu último contacto com os alegados sequestradores no início de fevereiro.

"Entre outras coisas, o tempo que passou, a falta de sinais de vida, a escolha de uma forma inadequada de comunicação e a pouca disposição para a comunicação e o contacto", referiu Broske.

A polícia norueguesa também não quis revelar se existe algum suspeito, num caso que provocou um grande destacamento operacional, com buscas de mergulhadores no lago adjacente à casa e uma extensa investigação que teve o apoio da Interpol e da Europol.

Desde 31 de outubro que Anne-Elisabeth Falkevik Hagen, de 68 anos, está desaparecida

Anne-Elisabeth Falkevik Hagen é casada com Tom Hagen, que segundo a revista financeira da Noruega, Kapital, ocupa o 172.º lugar na lista das 400 pessoas mais ricas do país e a sua fortuna em 2018 atingiu quase 1,7 mil milhões de coroas (1,7 mil milhões de euros), de acordo com agência de notícias norueguesa NTB.

A polícia referiu que foi encontrada uma carta na casa do casal, a leste de Oslo, que descrevia o que aconteceria à mulher se o pedido de resgate não fosse pago na criptomoeda Monero.

As autoridades norueguesas não avançaram com o valor do resgate, mas o jornal VG da Noruega noticiou que o valor seria de nove milhões de euros.

Este jornal norueguês informou ainda que a carta mencionava que Falkevik Hagen seria morta se a polícia fosse envolvida.

Lusa