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Mulher grávida baleada no estômago acusada de homicídio do bebé

A mãe sobreviveu ao ataque, mas o feto morreu. Foi agora indiciada por homicídio no estado do Alabama, mas a mulher que puxou o gatilho foi absolvida.

Uma mulher de 27 anos foi indiciada, na quarta-feira, pela morte do seu feto no estado do Alabama, embora, segundo a polícia, outra mulher tenha disparado.

Marshae Jones, da cidade de Birmingham, estava grávida de cinco meses quando foi baleada no estômago, em dezembro, por Ebony Jemison, de 23 anos. As duas encontraram-se à porta de uma empresa e discutiram sobre o pai do bebé, explicou a polícia ao Whashington Post.

Na altura, Ebony tinha sido acusada de homicídio, mas um grande júri - órgão que avalia se os elementos disponíveis são suficientes para justificar a existência de um processo - decidiu não a indiciar pelo crime. A polícia alegou que foi Marshae que começou a discussão e que Ebony disparou em legítima defesa.

"Foi a mãe da criança que iniciou e continou a discussão que resultou na morte do seu bebé", disse Danny Reid, tenente da polícia de Pleasant Grove.

Na quarta-feira, o grande júri decidiu indiciar a mãe pela morte do feto.

"A investigação mostrou que a única vítima verdadeira é o feto. Não teve escolha em ser levado desnecessariamente para uma discussão quando devia confiar na proteção da mãe", acrescentou Danny Reid.

O momento está a ser tornado um foco da discussão da lei do aborto no estado do Alabama, que proibiu a interrupção voluntária da gravidez mesmo em casos de violação ou incesto. Apesar de não estar provado que a legislação aprovada há poucos meses tenha interferido neste caso, vários grupos utilizaram este caso para voltar a chamar a atenção para o assunto.

"O estado do Alabama provou, mais uma vez, que a partir do momento que uma pessoa engravaida tem a responsabilidade exclusiva de produzir um bebé vivo e saudável e que considera qualquer ação que uma pessoa grávida faça, que possa impedir o nascimento, seja um ato criminoso", defendeu Amanda Reyes, diretora de um grupo nacional de apoio aos direitos humanos.

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