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Primeiro-ministro checo supera moção de censura

Yves Herman

Andrej Babis disse que a moção foi "uma tentativa de desestabilizar o país".

O primeiro-ministro checo, Andrej Babis, superou hoje de madrugada uma moção de censura, a segunda desde que assumiu o cargo, há um ano, apesar das suspeitas de fraude e das manifestações para exigir a sua demissão.

Num debate parlamentar que se prolongou por 17 horas, Babis afirmou aos deputados que a moção, apresentada pela oposição, foi "uma tentativa de desestabilizar o país".

No final do debate, a oposição não conseguiu os 101 votos necessários para fazer aprovar a moção.

Dos 170 deputados presentes, de um total de 200 que compõe a assembleia, 85 votaram contra e 85 votaram a favor.

O Governo de Babis é uma coligação entre o seu partido, a Aliança dos Cidadãos Descontentes (ANO), e o social-democrata CSSD e conta com o apoio informal dos comunistas do KSCM.

Juntos, os três partidos têm 108 dos 200 deputados do parlamento da República Checa.

A oposição apresentou a moção de censura depois de um relatório preliminar da Comissão Europeia ter concluído que cerca de dois milhões de euros de fundos europeus foram atribuídos a empresas do grupo agroalimentar Agrofert, fundado por Babis e atualmente controlado pela mulher e outros familiares.

Babis nega qualquer irregularidade ou conflito de interesses e alega que a investigação europeia "contém erros".

Lusa

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