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Mãe é contra transfusão de sangue que pode salvar recém-nascido

Denis Balibouse

Questões religiosas na origem da polémica.

Um tribunal britânico decidiu que um recém-nascido, de três semanas, vai receber uma transfusão de sangue apesar da mãe ser contra, por questões religiosas.

Dada o estado de saúde do bebé, o Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale tinha pedido autorização ao tribunal para prosseguir com o tratamento médico, escreve a BBC.

Depois dos médicos declararem ao tribunal que o recém-nascido corria risco de vida, este decidiu a favor dos mesmos.

Mãe é contra transfusão de sangue que pode salvar bebé

Os Testemunhas de Jeová são contra qualquer tratamento ou procedimento que envolva sangue.

A religião diz que “tanto o Velho como o Novo Testamento mandam-nos, de forma clara, abster do sangue”. Numa das passagens bíblicas vem até escrito: “Deus olha para o sangue como representação da vida. Por isso, evitamos receber sangue não apenas por obediência a Deus, mas também por respeito a Ele enquanto dador de vida”.

Provas eram mais do que suficientes, afirma juiz

De acordo com o juiz, as provas que o bebé precisava de uma transfusão de sangue urgente para sobreviver eram mais do que suficientes.

A administração do Hospital Universitário Local de Cardif, no País de Gales, onde está integrado o Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale, fez o pedido ao tribunal com máxima urgência.

Sabe-se que a decisão do juiz foi tomada à porta fechada, há cerca de uma semana, e desconhece-se a identidade do bebé.