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Família de jovem norte-americano morto na Coreia do Norte insiste em indemnização

KYODO Kyodo

Otto Warmbier, de 22 anos, morreu em junho de 2017.

A família de um jovem norte-americano que morreu na Coreia do Norte após entrar em coma, pediu à justiça do seu país que lhe permita apropriar-se dum barco norte-coreano apreendido nos Estados Unidos, numa nova tentativa para ser indemnizada.

Os pais de Otto Warmbier fizeram este pedido na quarta-feira, num documento de cinco páginas, a que a agência EFE teve acesso.

Mediante uma queixa no Tribunal Federal em Nova York, os pais do jovem persistem em responsabilizar Pyongyang pela morte do filho. Otto Warmbier morreu depois de passar 17 meses preso na Coreia do Norte, país onde entrou em coma devido a causas que não foram esclarecidos.

Em dezembro de 2018, um juiz em Washington considerou que as autoridades norte-coreanas eram responsáveis pela "tortura, tomada de refém e assassínio extrajudicial" de Warmbier e por isso ordenou que fosse paga à família uma indemnização de 501 milhões de dólares.

No entanto, a decisão judicial teve um "valor simbólico", já que é altamente improvável que o Governo norte-coreano pague a indemnização.

A família não desistiu e agora pede aos Estados Unidos que lhe dê um navio norte-coreano que foi apreendido em maio sob suspeita de estar a ser usado para vender carvão, o que viola as sanções internacionais que impendem sobre Pyongyang.

Os pais do estudante norte-americano argumentam que, se Washington lhes der o navio, as autoridades norte-coreanas estão a pagar a indemnização pela morte do filho, pois alegam que o filho foi "brutalmente torturado e assassinado" pelo regime de Kim Jong-un.

O estudante viajou como turista para a Coreia do Norte no final de 2015, tendo sido preso pouco tempo antes de voltar, em janeiro de 2016. Foi acusado de tentar roubar um cartaz de propaganda no hotel onde estava hospedado e foi condenado por subversão a uma pena de 15 anos de prisão e trabalhos forçados.

Libertado pela Coreia do Norte, mas estando em coma profundo, o jovem norte-americano morreu nos Estados Unidos após ter estado 17 meses preso neste país asiático.

Lusa

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