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Número de presos políticos na Venezuela caiu de 773 para 614

Diminuição nos últimos 30 dias.

O número de presos políticos na Venezuela caiu para de 773 para 614 nos últimos trinta dias, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Organização Não Governamental (ONV) Foro Penal Venezuelano (FPV).

"São 614 os presos políticos na Venezuela, segundo listagem do FPV atualizada e enviada à Organização de Estados Americanos e ao Escritório das Nações Humanos para os Direitos Humanos, para verificação e certificação" disse aos jornalistas o presidente daquela ONG.

Segundo Alfredo Romero, os presos políticos dividem-se entre 507 civis e 107 militares, sendo 552 homens e 62 mulheres. Quanto às idades, 602 são adultos e 12 são adolescentes.

O luso-venezuelano e politólogo Vasco da Costa, de 58 anos, é um destes presos, tendo sido detido na sua casa em abril de 2018 por agentes do SEBIN (serviços secretos do país).

De acordo com a irmã, Ana Maria da Costa, 30 agentes dos serviços secretos, "vestidos de comandos e com espingardas", arrombaram a porta, espancaram o irmão e destruíram a casa.

Filho de um antigo vice-cônsul de Portugal em Caracas, o politólogo Vasco da Costa tinha estado detido entre julho de 2014 e outubro de 2017.

Vasco da Costa define-se como "contrarrevolucionário, conservador e anticomunista", faz parte do Movimento Nacionalista Venezuelano e do partido Nova Ordem Social, liderado pela lusodescendente Venezuela Portuguesa da Silva, atualmente radicada na Espanha.

Em 2017 foi distinguido com o prémio Zakharov.

A 05 de julho a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, anunciou que as autoridades venezuelanas tinham libertado 22 pessoas ,entre elas o advogado e formalista chileno-venezuelano, Braulio Jatar e a juíza Lourdes Afini.

Bachelet celebrou este gesto do regime do Presidente Nicolas Maduro afirmando que "mostra um novo compromisso das autoridades venezuelanas para resolver múltiplos desafios de direitos humanos enfrentados no país".

Segundo a imprensa venezuelana, apesar do anúncio das libertações, ambos continuam com medidas restritivas da liberdade, impedidos de sair do país. A juíza está ainda proibida de usar as redes sociais e de prestar declarações à imprensa. Braulio Jatar deve apresentar-se cada 15 dias perante o tribunal.

Lusa