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Adolescente condenado a prisão perpétua por assassinato em caso de decapitação 

Matthew Borges em julgamento, em 2016

Paul Bilodeau

Crime aconteceu em 2016, altura em que o autor do crime tinha 15 anos e a vítima 16.

Mathew Borges, de Massachusetts, foi considerado culpado da morte, mutilação e decapitação do colega de turma, Lee Viloria-Paulino, no último julgamento do caso, em maio deste ano. A pena foi proferida ontem, dia 9 de julho.

O crime aconteceu em 2016, altura em que Borges tinha 15 anos e a vítima 16. Na origem do crime, de acordo com a CNN, está o tempo que Viloria-Paulino passou com a namorada, à data, de Borges.

O adolescente, que foi visto pela última vez em novembro de 2016, estava desaparecido há quase um mês quando o corpo foi encontrado.

Na margem do rio Merrimack, o jovem foi encontrado sem mãos e sem a cabeça, que estava a poucos metros do corpo.

A acusação defendeu que o homicídio foi premeditado. Foi encontrado um caderno com o que, alegadamente, pareciam ser planos para homicídios.

O corpo de Viloria-Paulino tinha 76 feridas, para além da falta da cabeça e mãos, o que fez com que os examinadores médicos não conseguissem determinar ao certo a causa da morte do jovem.

Antes da leitura da sentença a mãe de Viloria-Paulino disse, entre lágrimas “Todos os dias batalhamos com o facto de a vida dele (Lee Viloria-Paulino) ter sido ceifada tão cedo. Ficamos loucos só a tentar compreender o que aconteceu.”

O tribunal estava cheio de amigos e familiares da vítima, todos envergavam uma t-shirt preta com a fotografia do mesmo.

Mattew, que não quis falar nem mostrou qualquer expressão durante a leitura da sentença, tornar-se-á obrigatoriamente elegível para liberdade condicional ao fim de 30 anos de pena cumprida, quando tiver 48 anos.

A possibilidade deve-se ao facto de, no estado de Massachusetts, ser inconstitucional sentenciar um adolescente a prisão perpétua sem a possibilidade de liberdade condicional.