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Lutas tribais já fizeram 24 mortos na Papua Nova Guiné

David Gray

Batalhas duram há séculos mas tornaram-se mais mortais com o uso de armas automáticas.

Pelo menos 24 pessoas morrerem na Papua Nova Guiné em três dias, na sequência de lutas tribais, o que levou o primeiro-ministro a prometer encontrar e julgar os culpados.

Batalhas entre clãs rivais duram há séculos neste país do Pacífico, mas tornaram-se mais mortais com a utilização de armas automáticas.

Entre as 24 vítimas identificadas em três dias encontram-se duas mulheres grávidas, disse o administrador da província de Hela, William Bando, acrescentando temer que o número de mortos naquela província possa ser ainda maior.

"Estamos a aguardar mais informações dos nossos líderes no local", disse Bando, que solicitou ainda um reforço de 100 polícias para apoiar os cerca de 40 elementos que já se encontram na região.

O primeiro-ministro, James Marape, natural desta região, prometeu reforçar a segurança e prometeu encontrar e julgar os culpados.

"Este é um dos dias mais tristes da minha vida", disse.

Desconhece-se o motivo dos ataques, mas muitas lutas são alimentadas por velhas rivalidades provocadas por violação, roubo ou por conflitos nas fronteiras tribais.

Na província vizinha de Enga, um caso de violência semelhante levou à criação de uma guarnição militar improvisada.

Lusa.

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