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Morreu Vincent Lambert, o tetraplégico francês a quem desligaram as máquinas

PHOTOPQR/L'UNION DE REIMS

O caso tornou-se um símbolo do debate sobre a morte digna.

Vincent Lambert morreu na manhã desta quinta-feira, na presença de alguns dos familiares mais próximos, após uma longa batalha judicial que dividiu hospital e os pais do tetraplégico francês.

O hospital de Reims, em França, tinha anunciado na terça-feira passada que ia desligar as máquinas que mantinham vivo Vincent Lambert.

A decisão foi tomada pelo hospital no dia que o Supremo Tribunal de França admitiu a hipótese de parar os tratamentos.

A mulher de Vincent, Rachel Lambert, tinha há vários anos um processo judicial contra os seus sogros, católicos conservadores, que se opunham a deixar o filho morrer. Rachel era apoiada pelos seis irmãos e irmãs e pelo sobrinho que hoje anunciou a morte do enfermeiro francês.

Lambert não deixou por escrito qualquer testamento vital.

Vincent sofreu um acidente de viação em 2008 que o deixou tetraplégico e totalmente dependente. Em 2011, os médicos afastaram qualquer possibilidade de melhorias e, em 2014, o seu estado foi classificado como vegetativo.

O hospital tinha tentado por diversas vezes obter autorização para parar o tratamento, mas as ações judiciais interpostas pelos pais impediram sempre o avanço do processo, até à decisão do Supremo Tribunal de França.

O protocolo médico prevê nomeadamente "uma cessação dos tratamentos" e a administração de "uma sedação profunda e contínua".

Com Lusa

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