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Deputado dos EUA só aceita ser entrevistado por jornalista se for acompanhada por um homem

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Robert Foster defendeu a sua decisão com a fé e religião, compromisso com a mulher e com o "ataque constante aos homens".

Robert Foster, candidato a governador no Mississippi, recusou-se a ser entrevistado por Larrison Campbell, a menos que esta se fizesse acompanhar por um jornalista do sexo masculino.

Em causa estava uma entrevista em que a jornalista acompanhava o candidato durante 15 horas do seu dia, deslocando-se com este no seu veículo.

O político norte-americano defendeu a sua posição com compromisso que havia feito com a mulher de não estar sozinho com nenhuma mulher.

Acrescentou que devido ao movimento #MeToo os “homens estão constantemente sob ataque”, explicando que com a sua decisão evita “situações onde alguma mulher pode fazer acusações contra ele.”

Durante uma entrevista realizada à distância, pela CNN, aos dois protagonistas da história, Foster argumentou citando a sua religião e fé, para além do compromisso para com a sua esposa, como motivo para a decisão.

“A perceção é uma realidade no mundo, e eu não quero dar a ideia de que estou a fazer algo que não deveria estar a fazer.” disse.

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O candidato defendeu que " no meu veículo as regras são minhas".

Explicou que se fosse um homem a realizar a entrevista, ou se Campbell estivesse acompanhada por um homem, não teria problemas em dar a entrevista.

A jornalista questionou o candidato sobre como iria desempenhar as suas funções se fosse eleito, visto existirem muitos membros do staff do sexo feminino, ao que Foster respondeu que o problema seria resolvido deixando a porta do gabinete sempre aberta e tendo alguém na sala ao lado.

O vice-presidente Mike Pence também havia tomado uma decisão semelhante, em 2002, quando disse que “nunca faria uma refeição sozinho com uma mulher que não a sua mulher e que também não iria a eventos que envolvessem álcool sem que a esposa o acompanhasse.”

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