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Rapariga de 10 anos sem mãos faz lançamento inicial em jogo de basebol

Gail Burton

Sara Hinesley também venceu um prémio de caligrafa em abril

Pinta, faz escalada e não usa próteses. Sara nasceu sem mãos, o que podia ter tornado algumas tarefas impossíveis de realizar, mas nunca se rendeu às adversidades.

Nasceu na China e foi adotada há apenas 4 anos, em Frederick, Maryland, nos Estados Unidos da América. O único idioma que dominava era o mandarim, mas depressa se adaptou ao inglês com a ajuda da irmã mais velha, Veronica.

"Se não consigo fazer alguma coisa, arranjo outras maneiras de a conseguir fazer" diz Sara " e dou o meu melhor para que resulte".

Cathryn Hinesley

Em junho, foi convidada a fazer o lançamento inicial do jogo de basebol dos Orioles, de Baltimore, contra os Indians, de Cleveland, após ganhar o prémio Nicholas Maxim, num concurso de caligrafia para estudantes com défice cognitivo ou deficiências físicas, em abril.

"Acho que é um bocado difícil, quer dizer às vezes é fácil, outras vezes difícil, porque não me lembro muito bem de todas as letras" revelou Sara ao Good Morning America.

Motivada e preserverante, conta com o apoio da irmã Veronica, de 13 anos, que a ajuda com tarefas do dia-a-dia, como fechar o casaco ou prender o cabelo. Para brincarem juntas, Veronica criou uma prótese para a irmã, durante uma aula de ciências.

No futuro, Sara quer ser "advogada, depois presidente. Advogada outra vez e depois juíza" afirma a diretora da escola, Karen Smith.