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Nova Zelândia paga 255 mil euros pelas primeiras armas entregues à polícia

Jorge Silva

1.ª fase da campanha do Governo para erradicar vários tipos de armas semiautomáticas no país arrancou com 169 proprietários a receberem dinheiro pelas armas que tinham em casa. Haverá cerca de 1,5 milhões de armas na Nova Zelândia e 250 mil proprietários de armas licenciadas.

Jorge Silva

Nick Perry

Dezenas de pessoas entregaram as suas armas em troca de dinheiro em Christchurch, no primeiro dos mais de 250 eventos deste tipo planeados na Nova Zelândia, depois de o Governo ter proibido muito tipos de armas semiautomáticas.

A polícia neozelandesa disse que pagou mais de 430 mil dólares neozelandeses (255 mil euros) a 169 proprietários de armas durante o evento.

O dinheiro foi enviado diretamente para as contas bancárias dos proprietários de armas.

Em abril, os legisladores da Nova Zelândia aprovaram uma nova legislação para proibir as chamadas armas de estilo militar, depois de um atirador solitário ter matado 51 pessoas em duas mesquitas de Christchurch, em março.

O Governo reservou mais de 200 milhões de dólares neozelandeses (119 milhões de euros) para recomprar armas de assalto semiautomáticas como a AR-15, embora muitos proprietários de armas continuem insatisfeitos com a compensação que está a ser oferecida.

Os proprietários têm até dezembro para entregaras as suas armas agora proibidas.

A polícia disse que pelo menos 14 mil armas em todo o país estão proibidas pela nova legislação.

Há entre um milhão e 1,5 milhões de armas na Nova Zelândia e 250 mil proprietários de armas licenciadas.

Neste esquema de recompra, os proprietários de armas são compensados entre 25% e 95% do preço (sem taxas) de uma arma nova, dependendo da condição de sua arma.

As pessoas que possuem armas que não são proibidas pelas novas leis também podem entregá-las durante a amnistia, embora não recebam a compensação.

A polícia disse que meia dúzia dessas armas foram entregues durante o evento de Christchurch.
Brenton Tarrant, um supremacista branco australiano de 28 anos, declarou-se inocente de terrorismo, assassínio e tentativa de homicídio depois dos ataques às mesquitas de março.

Permanecerá na prisão até ao seu julgamento, marcado para maio próximo.