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Jornalista que mostrava o lado feliz da Somália morre num ataque suicida

Hodan estava há oito semanas na Somália.

A jornalista Hodan Nalayeh foi morta num ataque na Somália no sábado, apenas oito semanas depois de se ter mudado para o país para contar as histórias daqueles que lá vivem.

Hodan, de 43 anos, estava de volta ao país onde nasceu, em 1976, e onde não regressava desde os seis anos, altura em que se mudou com os pais para o Canadá.

Jornalista de renome, estava na terra natal para desenvolver a plataforma que fundou, a “Integration TV”, cujo canal no Youtube conta com milhões de seguidores. Era lá que “construía uma comunidade de histórias inspiradoras para os somalis de todo o mundo” e que pretendia pintar um retrato daquele país para além da guerra, fome e terrorismo.

No seu “primeiro Ramadão de volta a casa”, como escreveu numa publicação no Instagram, Hodan acabou por morrer num atentado suicida em Kismayo, depois de um carro bomba ter explodido junto ao hotel Asasey, provocando 26 mortos, incluindo o seu marido.

Na última publicação no Twitter, Hodan revelava que tinha encontrado uma nova paixão pela fotografia, partilhando imagens de jovens pescadores locais. "Foi um dia incrível para testemunhar a beleza da Somália na ilha de Ilisi”.

Num comunicado divulgado online, a família da jornalista escreve que a mulher “morreu a servir a comunidade da Somália e a fazer o que mais gostava. Ela trouxe inspiração e esperança aos somalis através das suas histórias. Vamos sentir muito a sua falta”.

Segundo a CNN, uma amiga que também trabalhava no projeto “Integration TV” revelou que Hodan estaria grávida quando morreu.