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Pelo menos 20 polícias mortos em dois ataques no Iémen

Fawaz Salman

Os ataques ocorreram em em Áden, no bairro central de Sheikh Othman, e na periferia oeste de Áden, cidade onde está sediado o Governo iemenita.

Pelo menos 20 polícias foram mortos hoje em dois ataques, um deles reivindicado pelos rebeldes Huthis, contra forças formadas pelos Emirados Árabes Unidos, em Áden, sul do Iémen, de acordo com a agência de notícias francesa AFP.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), um responsável médico e outras testemunhas disseram que o número de mortos nos dois ataques já é de pelo menos 40 pessoas e ainda há vários feridos.

A AFP referiu que em Áden, no bairro central de Sheikh Othman, um carro armadilhado explodiu na entrada de um quartel das forças de segurança, no momento em que os polícias se reuniam para saudar a bandeira nacional.

Segundo os responsáveis das forças de segurança iemenitas, o ataque foi conduzido por jihadistas.

"Três polícias foram mortos e outros 20 ficaram feridos", disse à AFP um médico do hospital para onde as vítimas foram transportadas.

Não muito longe deste local, na periferia oeste de Áden, cidade onde está sediado o Governo iemenita reconhecido pela ONU, outro ataque atingiu o quartel da polícia de Al-Jalaa, desta vez reivindicado pelos Huthis, que se opõem às forças pró-governamentais.

De acordo com uma avaliação inicial, elaborada por fontes médicas, este ataque resultou em "17 mortos entre os polícias e muitos feridos".

No seu canal de televisão Al-Massirah, os rebeldes Huthis alegaram ter realizado o ataque usando um míssil e um drone, visando uma parada militar organizada no quartel por ocasião da cerimónia da formatura de polícias.

Um polícia de alta patente, o general Mounir al-Yafyi, foi morto no local, atingido por pedaços do míssil que caiu perto de uma plataforma, de acordo com um fotógrafo da AFP no local.

Os corpos estão espalhados pelo chão, disse o fotógrafo, que estimou em 30 a 35 o número de pessoas mortas ou feridas.

Perto da grande cratera causada pelo míssil, o corpo de uma das vítimas foi coberto com uma faixa, usada durante o desfile, observou ainda o fotógrafo.

As forças visadas hoje pertencem ao chamado "cinturão de segurança", formado e equipados pelos Emirados Árabes Unidos, um dos pilares da coligação liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen contra os rebeldes desde março de 2015.

Lusa