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Joaquim Chissano considera acordo de paz prova de "maturidade" dos moçambicanos

THEMBA HADEBE

O Governo de Moçambique e a Renamo assinaram esta terça-feira o acordo final de paz.

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano considerou que o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional "vai ser permanente" e demonstra a "maturidade" do povo e dos líderes políticos alcançada com as experiências anteriores de busca de paz.


"Este acordo vai ser permanente, porque o povo assumiu a sua liderança", declarou Joaquim Chissano, citado hoje pelo diário Notícias, a propósito do acordo final de paz assinado esta terça-feira em Maputo entre Governo e Renamo, principal partido da oposição.


Segundo Chissano, antigo Presidente de Moçambique entre 1986 e 2005, é necessário que as crianças cresçam num ambiente de paz para garantir que a sociedade tenha uma nova forma de pensar e agir.


O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado terça-feira entre o Governo moçambicano e a Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), é o terceiro entre as duas partes.


Chissano referiu que a determinação do Presidente da República, Filipe Nyusi, e do líder da Renamo, Ossufo Momade, foi importante para alcançar o pacto.


Além do Acordo Geral de Paz de 1992, que acabou com uma guerra civil de 16 anos, Governo e Renamo assinaram a 5 de setembro de 2014 o acordo de cessação das hostilidades militares, que terminou, formalmente, com meses de confrontação na sequência de diferendos sobre a lei eleitoral.

Lusa