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Coligação liderada por Riade ataca separatistas no Iémen acusados de golpe de Estado

Fawaz Salman / Reuters

Separatistas imenitas tomaram o palácio presidencial em Aden.

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita no Iémen, que apoia o Presidente iemenita, atacou hoje posições dos separatistas que na véspera tomaram o palácio presidencial no sul de Áden.

A coligação pediu aos separatistas do Conselho de Transição, que lutam pelo pela independência do Iémen do Sul que "se retirem completamente das posições tomadas pela força", sob pena de sofrerem novos ataques.

"Esta foi a primeira operação e será seguida por outra, se esta declaração não for respeitada", alertou a coligação liderada pelos sauditas que apoia o Governo iemenita.

Combatentes separatistas tomaram no sábado o palácio presidencial em Áden, capital do Iémen, após vários dias de combates, uma vitória que assume um caráter essencialmente simbólico, uma vez que o Presidente Abd Rabbo Mansour se encontra na Arábia Saudita.

“Tomámos o palácio às forças da Guarda Presidencial sem um combate”, disse à agência de notícias France-Presse um porta-voz de uma força militar separatista denominada “Cordão de Segurança”.

De acordo com várias fontes militares, os combatentes separatistas tomaram ao longo do dia o controlo de três casernas das forças governamentais em Áden, onde o poder lealista se estabeleceu depois da queda da capital histórica do país, Sana, no norte, às mãos dos rebeldes houthis.

Pelo menos 40 mortos e 260 feridos desde quinta-feira

Os combates em Áden fizeram pelo menos 40 mortos e 260 feridos, entre combatentes e civis, de acordo com a coordenadora da ajuda humanitária da ONU, Lisa Grande. Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, mais de 75 feridos foram tratados num hospital dirigido pela ONG.

O Iémen do Sul foi um estado independente até 1990.

A guerra civil no Iémen fez já cerca de 3,3 milhões de deslocados e 24,1 milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da população, têm necessidade de assistência, de acordo com as Nações Unidas.

Os combates em Áden tornam ainda mais confusa a situação no país, que se vê confrontado com o risco de "uma guerra civil dentro de uma guerra civil", de acordo com um relatório do instituto de análise de conflitos International Crisis Group (ICG).

Lusa