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Presidente de Itália encarrega Conte de formar um novo Governo

Ciro De Luca/ REUTERS

Mateo Salvini fica, assim, fora da solução governativa.

O Presidente italiano, Sergio Mattarella, encarregou hoje formalmente o primeiro-ministro demissionário, Giuseppe Conte, de formar um novo governo, depois do Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrático, que têm maioria parlamentar, terem anunciado disponibilidade para governar em coligação.

Fica assim fora da solução governativa Mateo Salvini, líder do o Partido Liga (extrema-direita) e atual ministro do Interior, que pedido pedido a convocação de novas eleições.


Giuseppe Conte deslocou-se hoje de manhã ao Palácio Quirinale, sede da presidência do país, convocado por Mattarella após a realização de duas reuniões para consultas com as forças políticas desde que o primeiro-ministro renunciou em 20 de agosto.


Um porta-voz da Presidência anunciou, após uma hora de reunião, que Mattarella "confiou a Conte a formação de um Governo" e que ele aceitou "com reservas".


Os partidos Movimento 5 Estrelas (M5E, antissistema) e Democrático (PD, centro-esquerda) anunciaram quarta-feira um acordo para a formação de um novo executivo em Itália.


O Partido Democrata informou que transmitiu ao Presidente italiano disponibilidade para governar em coligação com o partido Movimento 5 Estrelas, num executivo liderado por Giuseppe Conte.


O secretário nacional do PD, Nicola Zingaretti, fez o anúncio após ser recebido pelo Presidente Mattarella, no âmbito da segunda ronda de consultas para encontrar uma solução governativa, após a dissolução da coligação governamental entre o M5S e o Partido Liga.


A ideia de uma nova coligação, desta vez com o PD, foi lançada pelo antigo primeiro-ministro Matteo Renzi (2013-2016), que apelou para uma compatibilização dos programas dos dois partidos, sobretudo nas áreas económica e social.


Segundo o sistema parlamentar italiano, Conte deve agora nos próximos dias submeter à aprovação do Presidente uma lista dos nomes indicados para ministros e obter a confiança das duas câmaras do Parlamento italiano.

Com Lusa