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Não existe um gene gay

Andrew Kelly

É a conclusão de um estudo publicado pela revista Science.

Perto de meio milhão de pessoas participaram neste estudo que garante que a orientação sexual é influenciada por uma mistura de fatores ambientais. Não existe, por isso, um "gene gay".

O estudo, foi publicado pela Science. Usou dados genéticos do Reino Unido Biobank e da 23andMe. É certo que encontrou algumas variantes genéticas (cinco), associadas a relações entre pessoas do mesmo sexo. Essas variantes têm um pequeno efeito nesse comportamento, que é influenciado por fatores genéticos e ambientais.

Os investigadores de Harvard e do MIT analisaram os genomas, ou seja, toda a composição genética de 477.552 pessoas. Concluíram que a genética pode ser responsável por 8 a 25% do comportamento entre pessoas do mesmo sexo na população.

As cinco variantes genéticas encontradas estão associadas ao comportamento entre pessoas do mesmo sexo. Incluem uma ligada ao olfato e outras ligadas às hormonas sexuais.

Juntas, representam apenas 1% do comportamento do mesmo sexo. "A genética é menos da metade dessa história de comportamento sexual, mas ainda é um fator contribuinte muito importante" explicou à BBC, Ben Neale, um dos investigadores.

Mas "não existe um único gene gay" acrescenta.

Em conclusão, os investigadores consideram ser impossível prever o comportamento sexual de um indivíduo a partir do seu genoma.