Mundo

Número de mortos nas Bahamas aumenta para 30

Marco Bello

Balanço foi feito pelo ministro da Saúde das Bahamas.

O balanço da passagem do furacão Dorian pelas Bahamas subiu de 20 para 30 o número de mortos, um registo que pode ainda aumentar, anunciou na quinta-feira o ministro da Saúde deste arquipélago nas Caraíbas.

Duane Sands admitiu que o número de mortos possa ser "significativamente maior", à medida que as equipas de resgate prosseguirem com as missões de busca.

Os corpos das vítimas foram encontrados nas ilhas Ábaco e ilha da Grande Bahama, acrescentou.

O Dorian afetou fortemente o arquipélago, sobre o qual permaneceu por muito tempo, quase imóvel, com chuvas torrenciais.

Segundo o primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, 60% de Marsh Harbour, a principal cidade das Ábaco, ficou destruída.

O aeroporto ficou sob a água, com a pista inundada, e toda a zona parecia um lago.

Os ventos fortes e as águas castanhas e lamacentas destruíram ou danificaram gravemente milhares de casas, incapacitando a atividade de hospitais e deixando muitas pessoas presas em sótãos.

As Bahamas foram atingidas no domingo pelo mais forte furacão registado na história do arquipélago, que fustigou, principalmente, as ilhas Ábaco e Grande Bahama, com ventos até 295 quilómetros por hora e chuvas torrenciais, antes de seguir na terça-feira em direção à Florida.

O furacão Dorian atingiu na quinta-feira os estados norte-americanos da Carolina do Norte e do Sul com ventos violentos, tornados e chuvas laterais, tendo sido atribuídas à tempestade pelo menos quatro mortes no sudeste dos Estados Unidos.

As quatro mortes ocorreram na Florida e na Carolina do Norte e as vítimas foram homens que caíram ou foram eletrocutados quando aparavam árvores ou preparavam as habitações para enfrentarem o furacão.

O Dorian arrancou telhados, inundou ruas e deixou mais de 250.000 habitações e empresas sem energia, enquanto avançava para norte, ao longo da costa norte-americana, embora os seus ventos tenham diminuído dos 175 para os 165 quilómetros por hora.

Marco Bello

Tempestade baixou para categoria 1, mas ameaça mantém-se

O furacão Dorian enfraqueceu para tempestade de categoria 1, mas os meteorologistas dizem que a ameaça à costa sudeste dos Estados Unidos não baixou.

Atualmente, o Dorian está a 89 quilómetros a leste de Wilmington, na Carolina do Norte, e a 48 quilómetros a sul-sudoeste de Cape Lookout, no mesmo estado, movendo-se para nordeste a 24 km/h.


O Centro Nacional de Furacões dos EUA, em Miami, diz que o movimento do furacão deve continuar, com um aumento de velocidade até sábado.


O centro da tempestade vai mover-se para perto ou sobre a costa da Carolina do Norte nas próximas horas, antes de se mudar para o "sudeste do extremo sudeste da Nova Inglaterra", hoje à noite e no sábado pela manhã, e depois para a Nova Escócia.


O alerta de tempestade foi suspenso para o sul de Wrightsville Beach, na Carolina do Norte, mas as inundações continuam a ser uma possibilidade nalgumas áreas da Carolina do Norte, dependendo da maré e da distância da tempestade relativamente à costa.


Depois de provocar tornados na Carolina do Sul, o furacão Dorian está a aproximar-se e deverá atingir diretamente a zona de Outer Banks, uma longa sequência de estreitas ilhas em forma de barreira ao largo da costa da Carolina do Norte, na costa leste dos Estados Unidos.


Na ilha de Ocracoke, perto do extremo sul da costa de 322 quilómetros de extensão de ilhas barreira, cerca de metade dos 1.000 moradores mantém-se no local para enfrentar a tempestade.
Mais ao norte, a Virgínia também está em perigo.


Espera-se que ventos noturnos façam com que árvores e galhos caiam nas linhas de energia e os detritos possam impedir as equipas de reparação de ter acesso às linhas danificadas.


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