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Criança com leucemia retirada aos pais por se recusarem a submetê-la a quimioterapia

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Opção dos pais por tratamentos alternativos fez com que o tribunal lhes retirasse a custódia do menino.

Um menino norte-americano de quatro anos, que sofre de leucemia linfoblástica aguda, não vive com os pais desde abril e foi entregue aos cuidados da avó materna. Tudo isto porque os pais se negam a submetê-lo a sessões de quimioterapia, optando por terapias alternativas.

A decisão, tomada em abril, foi revalidada esta segunda-feira pelo juiz do tribunal de Hillsborough, que considerou que o menino corre "um risco substancial de negligência iminente" se for devolvido aos pais. Thomas Palermo disse que manter a criança com a avó "é a única maneira de garantir a saúde, segurança e bem-estar" do pequeno, segundo a BBC.

Brooke Elvington, advogada de Taylor Bland e Joshua McAdams, revela que os pais estão "obviamente devastados" e defende que "o menino está a passar por uma experiência médica absolutamente traumática".

Os pais perderam a custódia da criança em abril, depois de teram faltado a uma sessão de quimioterapia e terem abandonado o Estado. Só em maio foram localizados, em Kentucky, depois de uma busca policial. Durante esse mês, o casal decidiu tratar o filho com oxigenoterapia, ervas, água alcalina e canábis medicinal.

Atualmente, o menino está a realizar as sessões de quimioterapia recomendadas pelos médicos e está a ser acompanhado pela avó.

Segundo o o Hospital de Investigação Infantil de St. Jude no Tennessee, aproximadamente 98% das crianças com leucemia linfoblástica aguda entram em remissão poucas semanas depois de começar o tratamento.

Contudo, o casal continua a discordar com o tratamento e está a ponderar fazer um apelo, anunciou a advogada.

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