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Aberto inquérito por assassínio a ataque na sede da polícia de Paris

IAN LANGSDON

Quatro polícias morreram esfaqueados por um funcionário.

O procurador de Paris Remy Heitz disse que as autoridades abriram uma investigação de assassínio no caso dos quatro mortos esta quinta-feira num ataque na sede da polícia da capital francesa, descartando para já um inquérito sobre terrorismo.

As quatro pessoas, três homens e uma mulher, foram mortas à facada no interior da Prefeitura da Polícia de Paris por um funcionário que foi depois abatido pelas forças de segurança, num ataque inédito cujas motivações se desconhecem.

"Lamentamos a morte de quatro pessoas, três homens e uma mulher. Três polícias e um agente administrativo", declarou à imprensa Remi Heitz.

Precisou que "o presumível autor é um homem de 45 anos".Ao seu lado, o ministro do Interior, Christophe Castaner, que adiou uma visita à Turquia e à Grécia para se deslocar ao local, sublinhou que o atacante "nunca mostrou dificuldades comportamentais".

Castaner disse ainda que um funcionário da polícia que ficou ferido no ataque estava a ser operado de urgência.A agressão ocorreu cerca das 13:00 locais (12:00 em Lisboa) e, segundo a agência France-Presse, os investigadores exploram a pista de um conflito pessoal.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, também se deslocou ao local do ataque, localizado no centro histórico da capital francesa, perto da Catedral de Notre Dame e em frente do Palácio de Justiça, para "mostrar apoio e solidariedade a todos os funcionários".

O ataque ocorreu um dia depois de uma manifestação de cerca de 20 mil polícias em Paris, numa "marcha da ira", mobilização inédita há 20 anos.

Os três principais sindicatos da polícia francesa convocaram o protesto para travar os suicídios no seio da corporação e reivindicarem melhores condições de trabalho.

Lusa