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Números de mortos em protestos no Iraque sobe para 27

Khalid Al Mousily

Desde terça-feira que milhares de iraquianos se manifestam contra a corrupção e a falta de empregos e serviços públicos.

Seis manifestantes foram esta quinta-feira mortos a tiro em Nassiriya, a sul da capital Bagdad, elevando para 27 o número de vítimas mortais desde o início dos protestos antigovernamentais que ocorrem desde terça-feira no Iraque, segundo fontes locais.

A informação sobre estas seis mortes foi confirmada pelo diretor de Saúde da província de Dhi Qar, cuja capital é Nassiriya. Das 27 vítimas mortais registadas durante estes três dias de protestos, 25 foram identificadas como manifestantes e duas são agentes policiais.

Desde terça-feira que milhares de iraquianos se manifestam contra a corrupção e a falta de empregos e serviços públicos. Os protestos, que começaram em Bagdad e que se alastraram por quase todo o sul do país, têm sido fortemente reprimidos pelas forças de segurança iraquianas, com o registo de centenas de feridos.

Devastado por conflitos armados nas últimas décadas, o Iraque saiu da sua luta contra o grupo extremista Daesh no final de 2017 com uma economia débil e um desemprego de 25% entre os jovens, o dobro da média nacional.

Os órgãos oficiais calculam que desde a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003, a corrupção engoliu pelo menos 410 mil milhões de euros, ou seja, quatro vezes o Orçamento de Estado e mais do dobro do produto interno bruto (PIB) do Iraque.

Um responsável iraquiano informou hoje que uma das nove passagens fronteiriças entre o Iraque e o Irão foi encerrada devido aos protestos antigovernamentais na capital e em várias províncias iraquianas do sul.

Segundo a agência norte-americana Associated Press (AP), o responsável, que não quis ser identificado, disse que a passagem de Khesro, na província oriental de Diyala, ficará fechada por tempo indeterminado.

Lusa