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Pegada ambiental da civilização Maia é afinal maior do que se pensava

Estudo revela que a civiliação Maia teve um impacto global significativo no clima do planeta e no funcionamento dos seus ecossistemas.

No estudo, publicado na revista Proceedings da Academia Nacional de Ciências, pode ler-se que os "impactos antropogénicos anteriores, mais intensivos e mais abrangentes" em florestas tropicais de importância global.

A conclusão surge após os investigadores terem sido capazes de identificar extensas redes de canais onde, em tempos circulava água, rede de transportes e de cultivo em massa.

O estudo revela ainda que, ao responder às pressões populacionais e ambientais, a civilização Maia desenvolveu métodos de produção agrícola maciça em zonas húmidas, o que fez aumentar o CO2 e o gás metano na atmosfera, através da queima de florestas.

A descoberta foi feita graças à tecnologia LiDAR (da sigla inglesa Light Detection And Ranging) que permitiu os investigadores ver além das copas das árvores a partir de imagens aéreas, mas também através das escavações que decorreram na selva de Belize.

De acordo com o El Pais, as escavações foram realizadas em seis pontos. Mostram a área estava ativa, especialmente durante a última parte do período clássico, há cerca de 1.200 anos, durante o período em que esta civilização Maia ocupou o sul do México, Guatemala e Belize.