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10 mil pessoas manifestaram-se em Barcelona contra a independência da Catalunha

Albert Gea

A marcha coincidiu com o Dia Nacional de Espanha.

Perto de 10 mil pessoas, segundo as autoridades de Barcelona, participaram hoje na cidade catalã na habitual manifestação do Dia Nacional de Espanha, entre frases de ordem a favor da unidade do país e das forças judiciais espanholas.


Apesar dos milhares de participantes, a manifestação reuniu menos pessoas do que em 2018, ano em que cerca de 65 mil pessoas, de acordo com os números da polícia local, marcaram presença na ação que assinala o feriado nacional, hoje celebrado em Espanha, incluindo Barcelona (região autónoma da Catalunha).


A marcha, convocada pela recém-criada plataforma Cataluña Suma (onde está integrado o Movimento Cívico Espanha e Catalães, o organizador das manifestações do 12 de outubro nos últimos anos), arrancou da zona do Paseo de Gracia, uma das principais avenidas de Barcelona, e terminou com um ato político, com várias intervenções, na praça da Catalunha.


A manifestação contou com a presença de dirigentes das forças políticas espanholas Ciudadanos (centro-direita), Partido Popular (direita) e Vox (extrema-direita). O PSC (Partido Socialista da Catalunha) não se juntou à iniciativa.


Um dos temas que marcou a manifestação foi a aguardada sentença do Tribunal Supremo espanhol sobre o processo de vários políticos catalães envolvidos na tentativa de independência de 2017.


Os participantes na marcha apelaram ao cumprimento da sentença deste mediático julgamento.
Os órgãos de comunicação social espanhóis têm citado desde sexta-feira "fontes do tribunal" que indicam que a sentença será conhecida na segunda-feira e que os principais líderes irão continuar na prisão condenados por delitos de sedição e desvio de fundos públicos.


Javier Megino, do Movimento Cívico Espanha e Catalães, defendeu que "Espanha existe como país, nação e Estado", pedindo para os líderes independentes, que aguardam sentença, "nem esquecimento nem perdão, mas sim longos anos de prisão".


O representante frisou sentir "orgulho" no poder judicial espanhol, afirmando estar confiante de que este "cumprirá bem os seus deveres e colocará no seu lugar aqueles que foram contra a lei".


Em outro local da cidade de Barcelona, cerca de 250 pessoas, segundo as autoridades locais, participaram numa manifestação promovida por forças da extrema-direita para assinalar o 12 de outubro.


A manifestação foi convocada pela Democracia Nacional (extrema-direita) e pela Falange Espanhola (grupo franquista).


A marcha começou na praça de Espanha e terminou, sem a ocorrência de incidentes, na colina de Montjuic, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.


Os manifestantes transportavam faixas onde se podiam ler frases como "Para a frente por Espanha. Sempre unionistas" ou "A unidade de Espanha não se vota nem se negoceia".


Durante o percurso, também entoaram frases a favor da prisão do ex-presidente do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, e contra a independência da Catalunha, referiu ainda a EFE, que relatou ainda que os manifestantes queimaram bandeiras independentistas.

Lusa

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