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Jovem morreu porque médico não acreditou que estava a asfixiar

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Serviços de emergência médica de Madrid demoraram 23 minutos a enviar a ambulância para o local.

Os pais de um jovem de 23 anos acusam o Summa 112 (serviço de emergência médica) de negligência e atraso no atendimento, porque não avaliaram a gravidade do filho e ativaram uma ambulância tarde demais.

No primeiro telefonema para o 112, a progenitora disse que o filho, Aitor, estava a sufocar (no dia 14 de janeiro de 2018 às 11h56).

O médico pede que Carmen - a mãe da vítima - passe o telefone ao filho e ela responde que o filho não podia falar e insistiu que ele afirmava que não conseguia respirar.

De maneira rude, o médico insistiu em colocar o jovem ao telemóvel e este, com dificuldade, disse que estava a asfixiar, ao que o médico respondeu que não o ouvia a sufocar.

O médico terminou a chamada depois de conversar com a mãe e de lhe dizer que o filho respirava perfeitamente.

"Um médico vai vê-lo, mas ele respira, vejo-vos mais tarde. (...) Eles vão vê-lo agora", concluiu o médico das emergências.

A mãe voltou a ligar para as emergências por volta das 12h04, quando Aitor não estava a respirar, e outro suposto médico, que a progenitora tem "dúvidas que seja mesmo", começou a instruir os pais para iniciarem as manobras de ressuscitação, enquanto a ambulância chegava.

Os pais da vítima defendem que o filho teria sobrevivido se os serviços de emergência médica tivessem chegado a tempo.