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Voo non-stop entre Londres e Sidney já está no ar

Viagem de quase 18 mil quilómetros deverá ser feita em 19 horas.

O aparelho da Qantas descolou de Heathrow, Londres, às 6h00 desta quinta-feira com 50 pessoas a bordo. Será um voo direto, de 17 800 quilómetros, sem escalas. A concretizar-se será o maior voo comercial de passageiros da história da aviação.

Esta viagem insere-se no chamado "Project Sunrise" da Qantas, que tem como objetivo de introduzir voos de longo curso diretos entre Sydney-Londres e Sydney-Nova York até 2022.

Esta é a segunda de três viagens experimentais que a Quantas vai realizar.

A primeira viagem aconteceu entre o aeroporto de JFK, em Nova York, e Sydney, em outubro passado. Foram precisas 19 horas para percorrer cerca 16.000 quilômetros.

Boeing "Longreach"

O aparelho usado na viagem é Boeing 787-9 Dreamliner de nome "Longreach" e está a usar o código QF7879.

Apesar ter capacidade para até 300 pessoas, nesta viagem conta com apenas 50, incluindo cinco pilotos entre eles a comandante Helen Trenerry. O objetivo é garantir que o aparelho consiga completar a viagem recorde sem precisar de reabastecer.

Além de funcionários da companhia aérea Quantas, viajam passageiros frequentes cujos padrões de sono, movimentos, consumo de alimentos e uso de entretenimento a bordo vão ser monitorizados. Posteriormente, os dados serão entregues a investigadores do Centro Charles Perkins, uma unidade de pesquisa médica da Universidade e Sydney, que irá estudar de que forma este voo de longo curso interfere com a saúde e o bem-estar dos passageiros.

Uma equipa da Universidade Monash de Melbourne tem a cargo os pilotos e a tripulação que vai verificar os níveis de melatonina, a hormona que influencia os ciclos do sono, antes, durante e depois do voo.

A informação obtida durante esta viagem da Qantas será apresentada às autoridades australianas com o objetivo de conseguir autorização para operar estes voos.

"São voos de teste para mostrar ao regulador e garantir que a Qantas consegue fazê-lo em segurança”, explicou o CEO da companhia aérea, Alan Joyce.