Mundo

"Touchdown". Avião da Qantas aterrou em Sidney 19 horas depois de descolar de Londres

James D Morgan/Qantas

Foi o maior voo comercial do mundo sem escalas da história da aviação.

Descolou de Londres às 6h00 e aterrou em Sidney 19 horas e 19 minutos depois. A companhia aérea australiana Qantas fez história, esta quinta-feira, com o maior voo comercial do mundo, sem paragens.

"Longreach". Literalmente

O voo QF7879 atravessou três continentes. Sobrevoou a Alemanha, Polónia, Bielorrússia, Cazaquistão, a China, Filipinas e Indonésia antes de aterrar na Austrália.

Apesar de ter capacidade para 300 pessoas o aparelho viajou com 50 passageiros, incluindo tripulação que esteve sob os comandos da comandante Helen Trenerry.

Viagem esteve sob os comandos da comandante Helen Trenerry

Viagem esteve sob os comandos da comandante Helen Trenerry

O voo direto reduziu em 1h57 os atuais voos comerciais que ligam Sidney à capital do Reino Unido e “poupou” 6300 quilos de combustível.

Projeto Sunrise

Esta é a segunda de três viagens experimentais que a Quantas vai realizar. Insere-se no chamado "Project Sunrise" da Qantas, que tem como objetivo de introduzir voos de longo curso diretos entre Sydney-Londres e Sydney-Nova York até 2022.

A primeira viagem aconteceu entre o aeroporto de JFK, em Nova York, e Sydney, em outubro passado. Foram precisas 19 horas para percorrer cerca 16.000 quilómetros.

Tripulação e passageiros monitorizados

Os padrões de sono, movimentos, consumo de alimentos e uso de entretenimento a bordo dos passageiros estiveram a ser monitorizados por investigadores do Centro Charles Perkins, uma unidade de pesquisa médica da Universidade e Sydney.

Objetivo é perceber de que forma este voo de longo curso interfere com a saúde e o bem-estar dos passageiros.

Já a tripulação vai ser estudada por uma equipa da Universidade Monash de Melbourne. Vão estar atentos aos níveis de melatonina, a hormona que influencia os ciclos do sono, antes, durante e depois do voo.

Jill Gralow

A Qantas pretende mostrar ao regulador de aviação que é possível realizar estas viagens de forma segura e conseguir autorização das autoridades australianas para operar estes voos.

"São voos de teste para mostrar ao regulador e garantir que a Qantas consegue fazê-lo em segurança”, explicou o CEO da companhia aérea, Alan Joyce.

  • Ministra reitera que grandes obras nos centros de saúde estão garantidas
    2:13